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A presença de um Conselho Consultivo pode acelerar a profissionalização, blindar as relações entre família, gestão e propriedade e, sobretudo, garantir que a liderança passe de geração em geração sem comprometer o legado construído.
Por que o Conselho Consultivo é relevante para a sucessão?
Modelo dos Três Círculos de Davis & Tagiuri como mapa para diagnóstico e atuação
O modelo dos Três Círculos de Davis & Tagiuri, clássico nos estudos de empresas familiares, divide cada pessoa envolvida com a Cia em três subsistemas interdependentes. Abaixo estão relatados cada um deles e seu respectivo propósito.
Família – Preservar valores, coesão e legado intergeracional. Envolve expectativas emocionais, educação de herdeiros e harmonia entre ramos familiares.
Empresa – Gerar resultados sustentáveis por meio de gestão profissional. Abrange estratégia, pessoas, processos e inovação.
Propriedade – Assegurar retorno econômico e proteção patrimonial. Trata de direitos societários, política de dividendos e estrutura de capital.
Esse modelo funciona como um guia para diagnosticar a dinâmica de uma empresa familiar. Ao posicionar cada stakeholder nos círculos de Família, Empresa e Propriedade, e nas sete possíveis interseções, o Conselho visualiza rapidamente onde surgem conflitos de interesse, lacunas de governança ou concentrações excessivas de poder. Esse mapeamento facilita a definição de agendas específicas (por exemplo, protocolos familiares, acordos de acionistas ou planos de sucessão executiva) e permite coordenar ações coerentes entre todas as frentes, garantindo que decisões estratégicas, patrimoniais e emocionais caminhem de forma harmoniosa.
Além disso, as sobreposições explicam por que a sucessão costuma ser tão complexa: cada pessoa ocupa um ou mais “círculos”, acumulando papéis que podem colidir (p. ex., ser simultaneamente herdeiro, executivo e acionista). O Conselho Consultivo atua justamente nessas zonas de atrito, servindo de ponte entre os interesses, distribuindo poder de decisão e apoiando a transição de liderança de forma estruturada.
Recomendações práticas para preparação sucessória
Conclusão
No Brasil, cerca de 90 % das empresas têm origem familiar, mas somente 30 % sobrevivem à terceira geração. Os números evidenciam que perpetuidade não é destino, mas consequência de governança bem construída. Ao instaurar um Conselho Consultivo robusto, famílias empresárias:
Sucessão não é um evento, e sim um processo contínuo que deve começar antes que a urgência bata à porta. E o Conselho, com sua visão isenta, é o catalisador dessa jornada rumo à longevidade do negócio familiar.
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