Conselheiro Consultivo - direcionador e conciliador

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Resumo

O conselheiro consultivo agrega valor menos por executar e mais por orientar, provocar reflexão e harmonizar interesses. O papel exige sair da lógica do “resolver” para assumir uma postura estratégica, imparcial e conciliadora, capaz de elevar a qualidade das decisões e fortalecer a longevidade da organização.

Artigo

 

O conselheiro consultivo não executa, ele direciona de forma harmoniosa. Concilia pontos de vista para conduzir os tomadores de decisão rumo a um caminho de longevidade corporativa. É justamente essa noção que este artigo busca explorar.


O primeiro elemento essencial é direcionar. Por definição, a deliberação não compete ao conselho consultivo: ele “aconselha e propõe diretrizes que podem ou não ser aceitas pelos sócios e administradores”. Dessa maneira, os verbos de ação de um conselheiro consultivo são sempre de apoio e orientação: auxiliar, contribuir, apoiar, recomendar, orientar, aconselhar etc.


Dada a vasta experiência prévia do conselheiro, muitas vezes um executivo ou empreendedor de sucesso, acostumado a “matar um leão por dia”, a tendência natural é querer resolver problemas. No entanto, a postura requerida nesse novo papel é diferente. Perguntar, conceder subsídios e promover reflexões, sim; fazer, não mais. O máximo que o conselheiro executor poderá exercer em termos práticos é orientar um comitê interno específico, composto para trabalhar em determinado tema.


O segundo elemento fundamental é conciliar. Quanto maior o impacto de uma escolha, mais emocionalmente engajados estarão os tomadores de decisão em uma reunião de conselho. Nesse cenário, cabe ao conselheiro, dotado de independência e imparcialidade, conduzir a discussão de forma equilibrada. A habilidade interpessoal torna-se crucial para harmonizar interesses diversos.


Para que o processo decisório seja realmente robusto, a discordância inicial é indispensável: é dessa fase que surgem ideias criativas e inovadoras, possibilitando uma análise exaustiva dos prós e contras. Um conselho consultivo (ou administrativo) diversificado tende a promover naturalmente esse debate enriquecedor. Contudo, após o momento de divergência, é preciso convergir para um consenso. É aí que o conselheiro consultivo exerce seu papel principal: ajudar os tomadores de decisão a se conectarem em torno de uma escolha compartilhada, sempre agindo de forma ética, alinhada aos valores e ao propósito da companhia, e fazendo uso de suas soft skills (escuta ativa, empatia, controle emocional e comunicação eficiente).


Passar de “fazedor” a direcionador e conciliador exige, acima de tudo, adoção de uma postura reflexiva e empática. Enquanto “fazedor”, o profissional está acostumado a resolver problemas imediatos; como conselheiro, sua missão é elevar o nível de visão estratégica e guiar o processo de decisão. Ao direcionar discussões de forma harmoniosa e conciliar pontos de vista diversos, o conselheiro consultivo fortalece a governança, promove a sustentabilidade e pavimenta o caminho para a longevidade corporativa.


conselheiro em acao

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