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Governança corporativa é um sistema vivo de princípios, controles e práticas que se torna ainda mais crítico em cenários de incerteza. O texto destaca que ética, integridade, adaptação a temas contemporâneos e mecanismos internos de controle são essenciais para prevenir falhas, sustentar a confiança e proteger a perenidade dos negócios.
A compreensão da Governança Corporativa através de quatro elementos-chave
#1 – A governança corporativa é um sistema de princípios, normas e práticas que orientam a direção e supervisão das organizações, garantindo transparência, equidade e sustentabilidade. No Brasil, a referência sobre o tema é o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, compilado e disponibilizado gratuitamente pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) em https://conhecimento.ibgc.org.br/Paginas/Publicacao.aspx?PubId=24640&assessment=1.
#2 – Nossa sociedade nunca passou por momentos de tanta incerteza, e isso foi mensurado! Um artigo fantástico publicado pela Harvard Business Review em https://hbr.org/2022/09/visualizing-the-rise-of-global-economic-uncertainty, cujo gráfico principal ilustra esse artigo, mostra que atingimos o ápice em 2020 com a pandemia da Covid-19, e os níveis de incerteza recentes nunca voltaram ao patamar normalizado entre 1990 e 2010. Diante desse cenário, fica evidente a importância de uma governança corporativa robusta para nortear a condução dos negócios em empresas quando as premissas para tomada de decisão não podem ser definidas de forma objetiva e clara. Agir com ética é o mantra. Não por acaso, o IBGC inseriu o fundamento Ética e o princípio Integridade na última edição de seu código de melhores práticas, publicado em 2023.
#3 – A governança corporativa é “viva” e tem se adaptado aos desafios contemporâneos, refletindo mudanças econômicas, tecnológicas e regulatórias. Em uma compilação realizada por Eduardo Gomes, a partir da pesquisa “Americas Board Priorities 2025” da Ernst Young, disponível em https://www.ey.com/en_br/board-matters/americas-board-priorities-2025, foi identificado que o tema mais discutido em Conselhos nos últimos três anos foi “Condições Econômicas“. Em complemento a aspectos macroeconômicos, a governança corporativa também tem evoluído para incluir práticas inovadoras, como ESG (Environmental, Social and Governance), fortalecendo o compromisso das empresas com sustentabilidade e responsabilidade social.
#4 – Crises empresariais ao longo da história destacam a importância da governança corporativa na prevenção de falhas e fraudes. Casos como Enron, Lava Jato e Americanas demonstram como a ausência de transparência, gestão de riscos ineficiente e concentração de poder podem comprometer a sustentabilidade das empresas. Além disso, muitos dos mecanismos para o fortalecimento da governança estão “dentro de casa”, basta empoderá-los e aplicá-los. Estou falando de auditorias internas, supervisão independente e promoção de uma cultura ética.
Em conclusão, a governança corporativa é um elemento essencial para garantir que as empresas operem com transparência, equidade e responsabilidade. É aplicável a qualquer negócio, seja ele uma fazenda local de produção de café ou uma empresa de trading global. Conselhos administrativos, consultivos e fiscais bem estruturados, processos de controle instaurados e uma cultura corporativa íntegra, em que o “walk the talk” é irrestritamente aplicado, garantirão um bom nível de governança corporativa e por consequência a sustentabilidade das organizações.
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